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Mais Ricardo Dias no Internet Azul.


24.4.06

 
Ah, o governo Garotinha! Quem pensa que já viu tudo… nossa Exma Gova nomeou, para a pasta da Cultura, o grande sambista Noca da Portela. Muita gente torceu o nariz, e confesso, do alto de minha sapiência, que achei preconceito; só porque o cara é sambista? Vamos dar um crédito para ver o que acontece! E, incrível que pareça, de cara o grande pisou (feio!) na bola. Demitiu Edino Krieger e Valéria Peixoto do Museu da Imagem e do Som. E, pior, teria sido pelos jornais, e numa espécie de nepotismo fúnebre, teria nomeado para os cargos netos de Donga e Cartola. O distinto que me lê talvez não saiba quem é Edino Krieger. Pois trata-se de um dos principais compositores eruditos em atividade no mundo. Só isso. E que em sua gestão, com a citada Dra Valéria, houve um trabalho de conservação de acervo poucas vezes visto. O ponto não é estas pessoas precisarem do MIS; é o MIS precisar, e muito, delas. O maestro GIlson Peranzetta iniciou um abaixo-assinado via mail que reproduzo abaixo. Quem quiser assiná-lo mande um mail para este Webdomadario que reenviarei o mesmo para ser assinado e distribuído. A cada vez que se atingir o 100º subscritor, o mail deverá ser devolvido ao Gilson e encaminhado para o local devido. Só não coloco estes endereços aqui para preservar minimamente uma lista tão importante da sanha dos imbecis dos spammers. Obrigado a todos.
Segue texto de GIlson Peranzetta:

Sra. Governadora Rosinha Garotinho,

Em nome dos músicos, artistas, escritores e intelectuais desta cidade, nós, pessoas e instituições abaixo-assinadas, vimos, através da presente, repudiar a inaceitável demissão de Edino Krieger e Valéria Peixoto no Museu da Imagem e do Som, onde estavam prestes a encerrar uma brilhante e profícua gestão, tendo seu presidente, inclusive, só tomado conhecimento de sua exoneração através da imprensa.

Todos sabemos que a Cultura, em nosso país, além de desprezada pelo Estado, é usada como moeda política. Mas existem limites, os quais não podem ser ultrapassados sem danos reais à vida institucional e aos esforços realizados para a construção de nossa civilização e identidade.

A demissão do Presidente do MIS representa não só uma afronta à pessoa deste grande e reconhecido músico brasileiro, Edino Krieger, mas sobretudo às nossas instituições, cuja estabilidade demanda continuidade e manutenção do que foi construído, como condição de sua existência, e prosperidade. Elas não podem ficar reféns do voluntarismo político e de políticas provisórias e clientelistas: ao contrário, precisam ter seus requisitos básicos de funcionamento assegurados pelo próprio governo.

Não existem argumentos aceitáveis para a demissão de uma gestão competente e altamente produtiva em final de trabalho. O Sr. Noca da Portela, malgrado os limites de sua formação musical, é um músico que, ao ser convidado para o exercício de um mandato-tampão e temporário, não se envergonha de inicia-la com a demissão, sumária e sem razões consistentes, de um outro músico, só que com a envergadura de Edino Krieger, numa demonstração agressiva e explícita de falta de respeito e conduta ética.

Com uma ação devastadora e repulsiva deste porte, o Sr. Noca da Portela reduz-nos à uma república de bananas do tamanho de um Haiti. Com uma canetada, presta-se ao desmonte predatório de um trabalho sério e consequente, cujos esforços foram responsáveis, em menos de três anos, por inúmeras realizações, entre elas a recuperação de 20 mil partituras do antigo acervo da Rádio Nacional, com arranjos de músicos da estatura de Guerra-Peixe, Radamés Gnattali e tantos outros. Foram digitalizados centenas de discos de acetato em estado de literal decomposição, sendo que em vários deles a agulha entrou pela última vez - justamente a que garantiu o resgate do áudio. Imaginem que, entre estes, incluem-se vários discursos de Getúlio Vargas, além de outros inúmeros documentos de vital importância para a história de nosso país. E isto sem falar da recuperação física da sede do Museu, na Lapa.

Devemos lembrar-lhe que foi a Senhora quem rogou, através do então Secretário de Cultura Arnaldo Niskier, para que o Mo. Krieger assumisse paralela e temporariamente a direção da Sala Cecília Meireles no momento em que o antigo diretor Ronaldo Miranda foi levado a pedir demissão, deixando a imagem da Secretaria bastante comprometida.

Governadora, a imagem e a credibilidade de nossas instituições dependem diretamente das autoridades que a dirigem e, por isso, pedimos que a Senhora reveja esta iniciativa que já denigre a sua gestão. Depois de uma ação dessas, quem vai confiar em receber um convite do Governo para atuar ou dirigir uma importante instituição, à exceção dos laranjas e oportunistas? Ora, mesmo mudando os políticos e a política no Palácio Guanabara, ficaremos sempre desconfiados de tudo e de todos. Não pode ser assim, já que sem confiança não se constrói nada!

Sem mais, caberia apenas dizer que a Cultura prevê, como consequência natural aos que à ela estão ligados, educação, ética e bons costumes. E o que aconteceu neste caso foi muito mais do que falta de educação. Então, por favor, reconheça a gravidade e as conseqüências do ocorrido e tome as medidas cabíveis para o encerramento normal da gestão do Mo Krieger à frente do MIS, onde precisa levar a termo os projetos em final de implementação.
posted by Ricardo Dias 24.4.06


22.4.06

 
Bem, atendendo a milhares de pedidos (2), ei-lo de volta: o “Diversos”!

- Não entendo esta preocupação com a Varig, se o administrador ideal está debaixo de nossos narizes: o filho de Lulla! Se com uma empresa que ninguém sabe bem o que faz ele conseguiu 15 milhões de investimento, imaginem o que não conseguiria para uma empresa como a Varig…

- Sou honrado com o recebimento (que não requisitei) de boletim do Senador Almeida Lima. É leitura interessante para quem gosta de platitudes. Pois agora este meu correspondente entra com pedido de CPI contra Lulla. Já garantiu a reeleição. Só não sei se a dele ou a de Lulla.

- Aliás, o PSDB e o PMDB continuam lutando para reeleger Lulla. Vão acabar conseguindo.

- O senador Roberto Freire parece que tem alguma disposição para impichar Lulla, mas não parece receber muito apoio. Dizem que o momento não é oportuno. Momento oportuno!
-Atenção, viatura 45; dirija-se à Rua Tal nº tal; o acusado de cometer 13 assassinatos, 22 estupros e 65 assaltos está desarmado, dopado e amarrado no local.
-Central, viatura na escuta. Não podemos realizar a operação, copiou?
-Positivo, viatura 45; qual o motivo da negativa?
-O momento não é oportuno, positivo okapa operante.

- Caso eu faça um puxadinho aqui em casa pensei em convidar o presidente Lulla para a inauguração; o problema é que é uma obra nova, ouvi dizer que ele só inaugura obra já feita; sei lá o porquê, vai ver que ele é cuidadoso, gosta de saber primeiro se funciona; aí, uns anos depois ele vai e inaugura. Como diria algum deputado, deve de ser isso.

- Nosso ex-presidente Lulla declara que adoraria viajar numa nave espacial. Se é por falta de adeus…

- Falando em espaço, o governo pagou US$10 milhões para o simpático coronel Pontes passear no espaço sideral. Parece que ele plantou um feijãozinho num algodão por lá; o frutinho (se nascer) ao menos irá para o Fome Zero?

- O ministro da Justiça é um esteta da forma verbal, do tipo que dá nó em pingo d’água e pinta pum de verde. No depoimento à Câmara, ele demonstra cabalmente que o governo, na verdade, protegeu o caseiro Francenildo quando descobriu que ele mesmo, o governo, violou a sua dele privacidade; e mais, que foi graças a este governo que Pallocci foi demitido por ter usado este mesmo governo para cometer seu crime… Collor deve estar morrendo de raiva de não tê-lo contratado na época. Era capaz de ter sido reeleito, como aliás… deixa p’ra lá.

- Morreu Telê. Acho graça ver a imprensa incensando-o, quando pedia-lhe a cabeça após as copas “perdidas”. Teimoso era o mínimo que diziam dele. Os títulos com o São Paulo o redimiram, mas me pergunto se, tivesse ganho a copa de 82, o futebol não teria sido poupado da mediocridade das copas seguintes, com um jogo pavoroso que em nada lembra o Brasil. E me pergunto o que ele faria com um time como o atual. Imagino algo em torne de 6 a 7 atacantes - talvez perdêssemos a copa, mas o futebol ganharia mais uma lenda, e é disso que vive o esporte. Aliás, é disso que vive o mundo. Morreu Telê, vida longa a Telê!

- Nas diversas CPIs é interessante acompanhar o deputado Jamil Murad; ele não fala duas frases sem falar das elites que não vêem as maravilhosas realizações do governo Lulla. Dei tratos à bola querendo saber que diabos de elites seriam estas, até que descobri: a elite intelectual. É só ter QI positivo que não dá para admirar este governo.

- Encontrei o ex deputado José Maria Alckmin numa queijaria na Muda. Aproveitando que lera no imperdível Noblat (www.noblat.com.br) a bela frase de seu conterrâneo Tancredo:
- Enquanto houver, neste país, um só homem sem trabalho, sem pão, sem teto e sem letras, toda a prosperidade será falsa.
perguntei-lhe o que achava dela.
Ele deu um sorriso matreiro e disse:
-Ainda bem que ele não precisou fazê-la ser cumprida; imagine o que não diria o PT!


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posted by Ricardo Dias 22.4.06


19.4.06

 
Resolvi falar um pouco de história. É sempre bom colocar uma certa perspectiva nas coisas…
Minha geração é, talvez, a mais frustrada de todas. Quem nos antecedeu lutou contra uma ditadura, enquanto nós, no máximo, fizemos panelaços contra as medidas de exceção em Brasília ou invadimos reitorias. As moças bonitas nada queriam conosco; queriam alguém mais velho, que tivesse enfrentado, se não a tortura, pelo menos tomado alguns cachações da polícia. E cicatrizes ajudavam! O sujeito tinha extraído um quisto sebáceo das costas:
-Que cicatriz é essa?
-Prefiro não falar sobre isso…
Cama.
Depois de nós, este tipo de questão virou um ponto na aula de história, e não dos mais importantes. Mas, há uns poucos anos, um Fiat Elba e um motorista conseguiram mobilizar as massas, atrair multidões às ruas para impicharmos um presidente. Hoje, temos Land Rovers, caseiros, corrupção demonstrada pelo ministério público, mensalão, e o que a juventude faz? Nada. O que falta?
Falta “Anos Rebeldes”. Na época de Collor, a Globo exibia a minissérie que mostrava uma geração que entre uma ida ao Cine Paissandu e um banana split tentou derrubar uma ditadura. Por conta disso, rapazes espinhudos pintaram as bochechas com lápis de sobrancelha da mãe, mataram a aula de química e foram corajosamente às ruas derrubar o moço malvado que ora nos roubava. Quantas virgindades foram perdidas maqueles momentos heróicos, quantas equimoses por tropeçarem uns nos outros… sim, pois a polícia não estava nem aí; diferente dos anos 60, quando o pau comia, nesta época violência do Estado praticamente não havia. Collor, bem ou mal, após ser pego respeitou as regras, e saiu pacificamente, com a dignidade possível. Que se saiba, não quebrou sigilo de ninguém.
Era interessante ver o PT espumando de indignação cívica. Guardião da moral pátria, pedia impeachment de tudo e todos. Ninguém levava muito a sério, mas todos gostavam que ele existisse: o PT gritava por nós. Todos roubavam. O PT, jamais. Não elegeu Tancredo, não assinou a Constituição. FHC se uniu, pecado dos pecados, ao PFL. O PT lançou um brado retumbante, e o chamou traidor. Sabotou todas as votações, pois não qeueria compactuar com a venda do país, não admitia o neoliberalismo. A população, enfim, apreendeu a mensagem, e resolveu tirar da cristaleira o grande Lula, aquela voz rouca que primeiro lutou pelos trabalhadores contra a ditadura. Ninguém se perguntou de onde vinham os ternos e os charutos daquele agora senhor bem mais cheinho, que não trabalhava há uns bons dez anos. Ele era quem acabaria com a iniqüidade, quem redimiria os pobres desta terra. Afinal, ele mesmo o fora um dia, filho de mãe “que nasceu analfabeta”. Ninguém mais agüentava esse tal de neoliberalismo, que ninguém sabia bem o que era mas estava acabando com os empregos. E pagamento da dívida, que vergonha, com gente morrendo de fome. E os ganhos dos bancos, e… era hora de dar um basta. Que viesse Lula, que viesse José Dirceu, homem que lutou contra a ditadura, que viesse Genoíno, que viesse Heloísa Helena, símbolo maior do ser petista, que viesse a honestidade, a probidade. Que fossem malucos, estávamos preparados para lutar contra o FMI, contra o mundo, se necessário. Era a hora de acabar com a fome, cerraríamos fileiras com Lula.
Bem, deu no que deu. Mas a atual oposição cumpriu seu papel: disse que não era oportuno se pensar em impeachment, e escolheu Alckmin para disputar com Lula.
Fui perguntar a Augusto Frederico Schmidt, poeta, político e arguto homem de negócios o que ele achava disso tudo. Acariciando seu galo branco, ele me disse apenas:
-Luis Inacio disse que no Congresso havia 300 picaretas; talvez nem fossem tantos, mas com isso diminuiu a importância de cada um para anos depois comprar o lote todo mais barato.


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posted by Ricardo Dias 19.4.06


12.4.06

 
Explicação Necessária
Alguns amigos me escreveram e/ou telefonaram a respeito do novo programa da Globo, o excelente “Minha Nada Mole Vida”. Acharam semelhanças entre o seu dele argumento e a crônica que encima meu outro blog, http://www.internetazul.blogspot.com/, escrita há muitos anos e repostada naquele site – segundo o Blogger – em Novembro de 2005. Alguns, mais carnívoros, já queriam marchar sobre o Projac brandindo acusações de plágio, outros se propunham a liderar um boicote à Globo, coisas assim. Então, para acalmar esta multidão de dois ou três amigos resolvi colocar este pequeno comentário, pois se há semelhanças entre os textos – e as há – também há diferenças, e muitas. Idéias são como passarinhos, estão voando por aí, são de quem pegar. E dado o talento de quem escreve aquele programa, convenhamos, é uma heresia sequer imaginar que eles possam se utilizar deste tipo de expediente.
Obrigado a todos, mas nada a ver.
posted by Ricardo Dias 12.4.06


11.4.06

 
O Brasil parou, estupefato e consternado, ao assistir ao Fantástico de domingo próximo passado, como diziam nossos antepassados: nele, um advogado instruía sua cliente, a doce Suzane Richthofen, a mentir. Um advogado, e dizendo mentiras! E pior, leio agora no Blog do Noblat que o senador Demóstenes Torres acha que o ministro da Justiça, também advogado, teria feito coisa semelhante!!!!! O chão se me falta aos pés. Mas, analisando bem, o Supremo (composto, adivinhem só, por advogados) tem alegremente distribuído autorizações para depoentes mentirem na CPI. Será que está em vigor algum lei ou jurisprudência que torna a mentira obrigatória? O tema é rico:
George Washington, o Pai da Pátria, ficou famoso não só pela independência dos EUA, mas por ser homem que não mente. Quando garoto, cortou a macieira do pai e não negou, assumiu. Lincoln também sempre foi citado como exemplo de probidade, nunda disse mentira nenhuma – e era advogado, também! Uma das teses que tentam explicar a queda de Nixon diz que ele foi impixado não por ter espionado o adversário, mas por ter mentido. A tradição era tão arraigada que havia um departamento na Casa Branca destinado a responder cartas de pais que pediam que o presidente admoestasse os filhos, fosse por não querer comer os cereais, fosse por mentir. O departamento mandava então uma carta assinada pelo presidente para o infrator, pedindo que ele parasse já com o que quer que estivesse fazendo de errado. Acho que se fizermos isso aqui, se mandarmos uma carta para o Planalto contando que nosso filho anda mentindo muito, periga receber de volta uma ficha de filiação ao PT.
Algumas pessoas éticas do Congresso se espantam por conta da má vontade do povo para com os congressistas. Acham injusto serem misturados aos maus, acham que há gente que trabalha duro por lá. Lamento, cavalheiros, mas acabam sendo todos farinha do mesmo saco. E querem sê-lo; o senador Tião Vianna, por exemplo; fez algo extraordinário, impetrou mandado de segurança contra sua própria comissão. Fez algo ilegal? Não. Mas foi uma das coisas mais vergonhosas da história não pouco vergonhosa do Congresso. No dia do mandado, todo mundo lhe torceu o nariz. Sentou sozinho no refeitório, botaram tachinha na sua cadeira, parece até que lhe pregaram um rabinho com durex. Outros, mais radicais, teriam feito chifrinho quando ele era fotografado. No dia seguinte, porém, já era “nobre colega” de novo, recebia tapinhas nas costas, alguns senadores vieram mesmo com o dedo estendido para trocar de bem com ele. E isso vale para todos os pizzaiolos do Congresso. E ainda reclamam da nobre deputada Angela Guadagnin. Ora, num local em que todos escondem seus sentimentos, daqui mandamos nossos parabéns à excelentíssima, que não esconde seus gostos: é a favor do caixa dois e do mensalão, assumidamente. Daqui, nosso parabéns.
Por fim, para marcar nossa retomada, nosso querido Lulla. Quem diria! Em pouco mais de 3 anos conseguiu acabar com uma imagem de mais de 20! Se JK fez 50 anos em 5, Lulla destruiu 20 anos em 3. E destruiu junto boa parte do Brasil. Não sei quanto tempo será necessário para reconstruir a agropecuária, por exemplo; mas a parte esclarecida da nação brindará, com Romanée Conti, a excelente fase que ele deu aos bancos, sem contar o excepcional pagamento da dívida com o FMI. Esse dinheiro daria para, por exemplo, irrigar de verdade o nordeste, mas convenhamos que isso é bobagem; o nordestino é antes de tudo um forte, ia virar um mariquinha, todo hidratadinho.
Encontrei na porta de uma Loja Maçonica George Savalla Gomes, o Carequinha. Dei-lhe um abraço que esperava dar desde que me entendia por gente, e perguntei-lhe o que havia de errado: afinal, desde 1951 ele pregava toda sorte de valores na tv. Então, quem tinha até uns 10 anos nesta época hoje tem 65; daí p’ra cá, todos de alguma forma ouviram alguma música do Grande careca. O que teria acontecido?
-Ô rapaz, você lembra que eu sempre dizia que o bom menino não faz pipi na cama, não bate na irmazinha, não mente, não rouba, etc?
-Lembro.
-E no final, eu sempre perguntava: “Tá certo ou não tá!?”?
-Lembro.
-Pois sempre tinha uns que diziam que não. Eram esses!!!!!!
posted by Ricardo Dias 11.4.06


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